segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

10 Ferramentas para monitorar a largura de banda no Linux

O monitoramento da largura de banda é importante quando é preciso obter informações de como está a "saúde" do link. Muito comum, entre os administradores de redes, o uso de ferramentas que auxiliam essa coleta de informações. Existem diversas ferramentas que podem auxiliar o controle e monitoramento do uso da rede numa determinada máquina ou servidor. Sendo assim, destaquei 10 ferramentas de linha de comando que monitoram o fluxo de tráfego das interfaces de rede do computador e medem a velocidade de quais dados são transferidos num dado instante; detalhando o tráfego de entrada e de saída. 

Entre as 10 ferramentas que serão exibidas, algumas mostram a largura de banda utilizada por processos individuais, tornando mais fácil a detecção do uso excessivo de largura de banda da rede oriundo de um processo. Outras utilizam mecanismos diferentes para gerar o relatório de tráfego, como a leitura do arquivo /proc/net/dev para obter estatísticas de tráfego e o uso da biblioteca pcap para capturar todos os pacotes e em seguida calcular o tamanho total da carga de tráfego .


1 - NLOAD
2 - IPTRAF
3 - NETHOGS
4 - BMON
5 - IFTOP
6 - TCPTRACK
7 - VNSTAT
8 - SPEEDOMETER
9 - IFSTAT
10 - COLLECTL

1 - NLOAD



É uma ferramenta de linha de comando que permite aos usuários monitorar o tráfego de entrada e saída separadamente. Também extrai um gráfico para indicar o fluxo. É fácil e simples de usar, e não tem suporte a muitas opções. Recomendado, somente para verificação rápida do uso total da banda larga; sem obtenção de muitos detalhes dos processos individuais. 

$ nload

Instalação 

# Fedora ou CentOS
$ yum install nload

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install nload

2 - IPTRAF



Iptraf mostra as conexões individuais e a quantidade de dados que trafegam entre os hosts do mesmo segmento do servidor. 

$ sudo iptraf

Instalação 

# CentOS (repositório base)
$ yum install iptraf

# Fedora ou CentOS (com EPEL)
$ yum install iptraf-ng

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install iptraf iptraf-ng

3 - NETHOGS



Nethogs é uma ferramenta de linha de comando do tipo "top" para medir o consumo de banda. É uma ferramenta que mostra a largura de banda utilizada por processos individualmente e os classifica listando os mais usados (tráfego maior de dados). No caso de um pico na largura de banda, o nethogs detecta o processo responsável e identifica o PID, o usuário e o caminho do programa. 

$ sudo nethogs

Instalação 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install nethogs

# Fedora ou CentOS (com EPEL)
$ sudo yum install nethogs

4 - BMON



Bmon (Bandwidth Monitor) é uma ferramenta semelhante ao Nload. Ela mostra a carga de tráfego em todas as interfaces de rede no sistema. A saída também é composto por gráfico e uma seção com detalhes dos dados trafegados. Além disso, ela suporta muitas opções e é capaz de produzir relatórios em formato html. 

Instalação 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install bmon

# Fedora ou CentOS 
$ sudo yum install bmon

5 - IFTOP



Iftop mede os dados que trafegam através de conexões por sockets individuais, e funciona de uma maneira que é diferente da ferramenta Nload. Ele usa a biblioteca pcap para capturar os pacotes de entrada e saída da interface de rede e, em seguida, calcular o tamanho da largura de banda total utilizada no instante. Por ser baseado na biblioteca pcap, o Iftop é capaz de filtrar o uso de banda de tráfego e gerar relatórios sobre conexões de cada host selecionado; conforme especificado pelo filtro. 

$ sudo iftop -n

Instalação 

# Fedora ou CentOS
$ yum install iftop 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install iftop

6 - TCPTRACK



O Tcptrack é semelhante ao Iftop, e usa a biblioteca pcap para capturar pacotes e calcular várias estatísticas como a largura de banda utilizada em cada host da rede (sockets). O tcptrack é um software utilizado para monitorar conexões de rede baseado no tcpdump. Seu uso baseia-se totalmente em linha de comando. 

# Monitora o tráfego da interface eth0
$ sudo tcptrack -i eth0

# Monitora o tráfego de destino na porta 22 (SSH)
$ sudo tcptrack -i eth0 dst port 22

# Monitora apenas um host da rede interna, por exemplo: 
$ sudo tcptrack -i eth0 src or dst 192.168.1.25 

Instalação 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install tcptrack

7 - VNSTAT


          rx:  135.14 GiB      tx:  35.76 GiB      total:  170.90 GiB

   monthly
                     rx      |     tx      |    total    |   avg. rate
     ------------------------+-------------+-------------+---------------
       Feb '14      8.19 GiB |    2.08 GiB |   10.27 GiB |   35.60 kbit/s
       Mar '14      4.98 GiB |    1.52 GiB |    6.50 GiB |   37.93 kbit/s
     ------------------------+-------------+-------------+---------------
     estimated      9.28 GiB |    2.83 GiB |   12.11 GiB |

   daily
                     rx      |     tx      |    total    |   avg. rate
     ------------------------+-------------+-------------+---------------
     yesterday    236.11 MiB |   98.61 MiB |  334.72 MiB |   31.74 kbit/s
         today    128.55 MiB |   41.00 MiB |  169.56 MiB |   24.97 kbit/s
     ------------------------+-------------+-------------+---------------
     estimated       199 MiB |      63 MiB |     262 MiB |

O Vnstat é um pouco diferente das outras ferramentas mostradas até aqui. Ela é uma ferramenta de linha de comando pra sistemas Linux e BSD que monitora o tráfego das conexões de rede da máquina, baseado em informações do Kernel. Sua saída pode ser em tempo real ou estatísticas baseadas em coletas de dados em períodos pré-determinados, pois continua gravando a quantidade tráfego de dados transferidos o tempo todo. Assim, ele pode ser utilizado para gerar um relatório do histórico da utilização da rede . 

$ vnstat -l -i eth0

Instalação 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install vnstat

# Fedora ou CentOS (com EPEL)
$ sudo yum install vnstat

8 - SPEEDOMETER



Outra ferramenta simples que apenas gera bons gráficos coletados da entrada e saída de uma determinada interface da máquina. 

$ speedometer -r eth0 -t eth0 

Instalação 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install speedometer

9 - IFSTAT


$ ifstat -t -i eth0 0.5
  Time           eth0       
HH:MM:SS   KB/s in  KB/s out
09:59:21      2.62      2.80
09:59:22      2.10      1.78
09:59:22      2.67      1.84
09:59:23      2.06      1.98
09:59:23      1.73      1.79

O ifstat reporta a largura de banda de rede utilizada através de históricos do tráfego. A saída está em um formato que é fácil para registrar e analisar. 

$ ifstat -t -i eth0 0.5

Instalação 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install ifstat

10 - COLLECTL


waiting for 0.5 second sample...
#         <----------Network---------->
#Time       KBIn  PktIn  KBOut  PktOut 
10:32:01      40     58     43      66 
10:32:01      27     58      3      32 
10:32:02       3     28      9      44 
10:32:02       5     42     96      96 
10:32:03       5     48      3      28

Collectl pode ser usado para coletar dados de desempenho que descreve o estado atual do sistema. Ao contrário da maioria das outras ferramentas de monitoramento, collectl não se concentra em um número limitado de métricas do sistema. Em vez disso, pode reunir informações sobre vários tipos de recursos do sistema, como CPU, disco, memória , rede, sockets, tcp , inodes, memória e outros . 

$ collectl -sn -oT -i0.5

Instalação 

# Ubuntu/Debian
$ sudo apt-get install collectl

# Fedora
$ sudo yum install collectl

http://www.linuxdescomplicado.com.br/2014/12/10-ferramentas-para-monitorar-largura.html

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

GLPI - Implantação de Central de Serviços

O ambiente Web

O GLPI é desenvolvido para rodar via servidor web. logo, o que precisaremos é de um servidor web para permitir aos usuários o acesso ao mesmo.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.36- Fluxo requisição de página web

Em nosso projeto em específico, utilizaremos o servidor web desenvolvido pela Fundação Apache. Em especial, no Debian e seus derivados, este aplicativo é conhecido como Apache simplesmente. Em outras distribuições, este pode seguir a recomendação da própria Fundação Apache e ser referenciado por outro nome como HTTP Server. Isso visa desvincular o nome da Fundação ao produto.

É importante mencionar que o GLPI pode rodar em qualquer sistema operacional e qualquer servidor web. A única restrição é que o servidor Web utilizado tem de possuir suporte a linguagem PHP em sua versão 5 ou superior.

Instalando pacotes e ferramentas essenciais

O Debian possui um excelente gerenciador de pacotes chamado apt-get. Este aplicativo nos permite instalar programas do projeto e manter atualizado todo o ambiente sem muito esforço.

Vamos fazer uma lista de checagem para que possamos garantir que instalaremos todo o ambiente sem perda de tempo.

Para rodarmos o GLPI, necessitaremos de:
  • Servidor web com suporte a PHP5;
  • Bibliotecas de conexão do PHP com suporte ao banco de dados MySQL (são as mesmas utilizadas pelo MariaDB);
  • Suporte ao LDAP (para autenticar usuários externamente em uma base de dados LDAP);
  • IMAP (para ler caixa de e-mail);
  • SMTP (para enviar e-mail de follow-ups).

No site do próprio GLPI, é listado como dependências apenas o servidor web com PHP e o MySQL como banco de dados. Mas se não atentarmos aos detalhes, passaremos por vários problemas ocasionados devido a dependências de software que o site do projeto não nos auxilia a resolver.

De posse do seu sistema operacional GNU/Linux Debian devidamente instalado, iremos agora passar para a preparação do ambiente, de forma a viabilizarmos a solução.

Instalando os programas necessários

Conforme dito anteriormente, utilizaremos o servidor web desenvolvido pela Fundação Apache. Não apresentarei a história do surgimento deste aplicativo, mas basta você entender que, se a internet é da forma como você a utiliza hoje, grande parte disso só foi possível graças a este aplicativo e seu suporte a vários sites rodando sobre a mesma infraestrutura.

Se quiser conhecer maiores detalhes, dê uma olhada no site da Fundação Apache[http://www.apache.org.

Quando iniciar o sistema operacional do seu servidor, tudo que terá é uma tela preta como a que vê nesta imagem:
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.37 - Tela de finalização do instalador

Se você nunca teve a oportunidade de colocar as mãos no shell de um servidor GNU/Linux, sorria. Esta será uma oportunidade inesquecível e me sinto verdadeiramente honrado em lhe proporcionar esta chance.

Esta é a tela de login do sistema. Nela é esperado que você coloque o usuário e a senha do sistema operacional. Durante o processo de instalação, cadastramos dois usuários e duas senhas. Caso você tenha seguido religiosamente o que estava escrito, insira o nome do usuário root e a senha 123456.

Nota: por questões de segurança, a senha não é apresentada durante a digitação e nem a quantidade de dígitos. Não se preocupe com isso. Ao fim da digitação, apenas pressione Enter e, se a senha e o usuário estiverem corretos, o sistema prosseguirá com o acesso.

A partir deste momento você deve conectar o servidor a rede para que o mesmo possa acessar a internet para execução dos próximos passos.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.38 - Tela de finalização do instalador

Após logar no sistema, você receberá o prompt de comandos para a execução de comandos e aplicativos no sistema. Recomendo fortemente que você leia ao menos o Guia Foca Linux [http://guiafoca.org] para iniciantes, de forma a esclarecer dúvidas primárias quanto à operação do sistema, pois este livro não possui espaço para isso.

Daqui para frente, se você seguir cuidadosamente os passos que vou apresentar, garanto que não terá problema algum. Mas eu já fui iniciante e muito afoito para testar as coisas e sei de sua ansiedade para ir aos finalmentes. Portanto, muito cuidado para não errar os passos passados. Testei cuidadosamente cada um deles, viabilizando esta operação por pessoas que nunca tiveram contato com um GNU/Linux em suas vidas, e testei ainda com pessoas que sequer são da área de TI. Só para garantir que não haveria problemas ou dificuldades a serem enfrentadas por você.

A primeira coisa que teremos de fazer antes de instalar os pacotes de aplicativos no Debian será a inserção dos espelhos, atualizar a lista de pacotes disponíveis nos servidores e atualizar todo o sistema. Os comandos a seguir farão com que essas tarefas sejam devidamente executadas.

Digite os seguintes comandos exatamente como são apresentados. Apenas relembrando: letras maiúsculas são diferentes de minúsculas para tudo no GNU/Linux. Muitos novatos perdem tempo tentando decifrar erros por conta disso. Portanto, utilize os comandos exatamente como são mostrados aqui.

# echo "deb http://security.debian.org/debian-security wheezy/updates main" >> /etc/apt/sources.list
# echo "deb http://ftp.de.debian.org/debian wheezy main" >> /etc/apt/sources.list
# apt-get update
# apt-get upgrade -y

Os comandos acima atualizarão toda a lista de pacotes disponíveis para instalação no servidor. Após este processo finalizar - pode demorar dependendo de seu link com a internet - você terá de usar o apt-get para instalar os novos aplicativos. A importância de se usar o update toda vez, antecedendo a instalação de novos programas, é a garantia de sempre utilizar a versão mais nova e estável deste programa.

Agora estamos com o sistema pronto para continuarmos. A opção "upgrade" fez com que todos os aplicativos, que já tínhamos no sistema básico, fossem atualizados para nós e isso inclui até mesmo o kernel Linux, caso esteja disponível uma nova versão deste no projeto.

Nota: um erro muito comum de acontecer durante a instalação, quando as listas não são atualizadas antes do processo, é o apt-get informar que o programa não está disponível nos repositórios. Isso se deve ao fato da versão que consta no banco de dados do seu servidor ter sido removida do repositório em substituição a nova versão. Basta executar o processo de atualização da lista de pacotes disponíveis (apt-get update) e em seguida repetir o comando de instalação para que seja baixada a nova versão.

# apt-get install ca-certificates apache2 libapache2-mod-php5 php5-cli php5 php5-gd php5-imap php5-ldap php5-mysql mysql-server -y

Após a inserção do comando acima no terminal, pressione a tecla "Enter" para executá-lo. Não se preocupe se este não couber em uma linha, como no exemplo acima. Apenas continue digitando o comando até o fim, respeitando os espaços quando existirem. O shell interpretará como apenas uma linha contínua.

Nota: o comando acima tem de ser digitado sem pressionar a tecla "Enter". Essa tecla deve ser pressionada apenas após a palavra e opção mysql-server -y. Ele foi dividido em duas linhas devido a gramatura do livro.

Quando pressionar Enter, o sistema checará pelas dependências de software necessárias para rodar os programas desejados e a opção "-y" informará que ele pode prosseguir com o download e instalação dos aplicativos sem necessidade de nossa confirmação.

Apenas a título de curiosidade, essa ferramenta apenas inicia a instalação dos aplicativos após baixar todos os aplicativos que foram solicitados e suas respectivas dependências. Outro fato importante e muito produtivo é que, ao baixar os arquivos para serem instalados, estes ficam salvos no disco do servidor, ou seja, se devido a uma queda da rede o processo parar, ao reiniciar ele continuará a partir do pacote que foi interrompido, não necessitando baixar novamente aqueles que já estão em disco.

Ao fim deste processo, você será questionado pela senha do usuário root para o banco de dados. Você não deve confundir o usuário root do sistema com o do banco de dados. São coisas totalmente distintas. Mas em nosso exemplo, de forma a evitar erros e complicações desnecessárias, utilizaremos a senha "123456" (de 1 a 6 sem aspas), tal como fizemos com o usuário do sistema.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.39 - Solicitação de senha do MySQL

Após pressionar a tecla "Enter", inserindo a senha, o sistema exibirá uma tela semelhante, solicitando que você a confirme. Portanto, insira novamente a senha e pressione "Enter" novamente.

Ao fim deste processo, basta esperar que o sistema termine de instalar todos os aplicativos para você sem mais necessidade de interação.

Para quem nunca teve a oportunidade de usar um GNU/Linux, é isso. Você acabou de levantar um servidor web com suporte a PHP e um banco de dados MySQL. Simples assim. Sem nenhuma manobra complexa. Se achou complicado executar os passos até aqui, sugiro que os repita mais 2 vezes, apenas como exercício. Ao fim você terá a certeza de que isso não é nada. O incômodo foi apenas por nunca ter realizado essas atividades.

Para verificar os serviços ativos na máquina, execute o seguinte comando:

# netstat -ant

Serão listadas as portas TCP/UDP do servidor que estão ativas.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.40 - Resultado do comando netstat

Apenas certifique-se de que as portas 80 e 3306 estejam na lista e que seus estados estejam como "LISTEN". Estas portas pertencem ao servidor web e ao MySQL respectivamente.

A essa altura já temos todos os aplicativos necessários para comportar o nosso astro principal - o GLPI. Precisaremos, agora, apenas organizar as coisas. Vamos instalar alguns aplicativos adicionais para manipularmos arquivos compactados no servidor.

Execute o comando abaixo como administrador e pressione "Enter".

# apt-get install zip unzip bzip2 unrar-free -y

Finalizando o processo e levantando o sistema!

Instalando o GLPI

Chegou finalmente o momento de instalarmos o GLPI e começarmos a utilizá-lo. Não fique frustrado se a instalação do sistema for mais simples do que você esperava.

O objetivo de tanta teoria até agora não foi para instalarmos o GLPI, mas sim para parametrizá-lo da melhor forma possível. Apenas ter o sistema não resolverá problema algum se não tivermos maturidade o suficiente para alinhá-lo as necessidades do negócio.

O GLPI é desenvolvido pela "INDEPNET Association" desde o ano de 2002. Trata-se de uma organização não governamental e sem fins lucrativos, sediada na França, cujo objetivo é democratizar o uso da Internet. Segundo informações do site da INDEPNET Association, o GLPI é uma solução de código aberto para o gerenciamento de ativos de TI e central de serviços. É uma aplicação web completa para auxiliar o gerenciamento de todos os seus problemas de gestão de TI: gestão do inventário, de componentes de um parque de TI, de hardware, software e gestão de suporte ao usuário. (site: www.indepnet.net, 2013).

Espero que estejamos indo bem até agora, mas lamento informar que só demos o primeiro passo.

Adquirindo o instalador do GLPI

O GLPI não é uma ferramenta comercial, logo você não precisará pagar pelo mesmo. Para adquirir o GLPI, basta entrar no site do projeto e realizar o download da ferramenta.

De forma a facilitar nosso processo de instalação, faremos toda a manipulação diretamente no servidor, ou seja, não baixaremos o arquivo em outro computador para depois movê-lo para o servidor. Todos os passos serão realizados diretamente no Servidor.

Os passos da instalação consistem basicamente em:
  1. Baixar o instalador,
  2. Descompactá-lo,
  3. Movê-lo para o diretório do servidor web,
  4. Acertar os privilégios dos arquivos e diretórios.

Realizados estes processos, o restante será realizado em outra estação de trabalho com acesso ao servidor via rede e munida de um navegador web moderno - de preferência algo decente, como o Mozilla Firefox.

Para começar, entre no servidor Debian com o usuário root e a senha cadastrada. Execute o comando abaixo para realizar o download do GLPI.

# wget -c https://forge.indepnet.net/attachments/download/1693/glpi-0.84.5.tar.gz

Este comando - wget, é, na verdade, um programa de download. Ele realizará o download do instalador do GLPI diretamente da internet para o diretório corrente. A opção de utilizamos ("-c") indica que, caso o download seja interrompido por qualquer motivo, o arquivo baixado não será descartado, logo, ao repetir o comando no mesmo diretório, o download reiniciará do ponto onde parou.

Ao fim do processo, você terá o GLPI já em seu servidor, bastando executar os comandos abaixo:

# tar -zxf glpi-0.84.5.tar.gz
# mv glpi /var/www/
# chown www-data:www-data /var/www/ -Rf
# chmod 775 /var/www/glpi -Rf

O primeiro comando - tar - é um descompactador de arquivos. Ele vai extrair os arquivos do GLPI, transformando-os em centenas de arquivos que ficarão dentro do diretório glpi que será criado no ato da descompactação.

O segundo comando - mv - se trata do comando para mover arquivos e diretórios no GNU/Linux. O que estamos fazendo é mover o diretório recém-extraído e todo o seu conteúdo para dentro do diretório /var/www, que é onde o Apache possui um site publicado por padrão.

Não vou discutir aqui a questão de princípios de segurança quanto à publicação deste site neste local em específico. Para isso, sugiro que você pesquise em outras fontes sobre possibilidades de configurações do Apache.

O terceiro comando torna o usuário "www-data" e o grupo "www-data", proprietários dos arquivos que movemos. Este usuário e grupo são na verdade o usuário e grupo do próprio servidor web Apache. Tome cuidado, pois o nome deste usuário e grupo podem mudar de distribuição para distribuição.

No quarto comando, o que fizemos foi dar permissão de leitura, gravação e execução ao dono e ao grupo - www-data - dos diretórios e qualquer outro usuário que tenha acesso ao servidor, possuirá acesso apenas para leitura e execução.

Criando o usuário para o GLPI no banco de dados

Estamos na reta final da instalação. Apenas precisamos realizar um detalhe. A criação de um login de usuário no banco de dados MySQL. O objetivo é que este seja o dono do banco de dados onde ficarão armazenados os arquivos do GLPI. Isso nos poupará de problemas em utilizar a senha de administrador do banco pela aplicação GLPI.

Entre no Debian como root e digite os comandos abaixo:

# mysql -u root -p123456

> create database glpi;
> create user 'glpi'@'localhost' identified by '123456';
> grant all on glpi.* to glpi with grant option;
> quit

Com o primeiro comando, entraremos no banco de dados como administrador - login root e senha "123456".

Em seguida, criaremos uma base de dados de nome glpi que será utilizada para armazenar os dados do sistema.

Feito isso, criamos um usuário no banco de dados de nome glpi e atribuímos a este a senha "123456".

Para finalizar o processo, demos direito total a este usuário na base de dados de nome glpi e em seguida saímos da administração do banco de dados com o comando "quit".

Continuando a instalação via navegador

Após todas as nossas manobras, vem finalmente algo fácil de se fazer: instalar o GLPI.

Dentre os vários arquivos do GLPI, existe também o seu instalador. Na verdade, é um script que faz a checagem do ambiente, garantindo assim que este atenda os requisitos necessários para o funcionamento da ferramenta. Neste processo, existe ainda um script que popula a base de dados do GLPI com suas tabelas e alguns registros básicos para o sistema.

Este mesmo instalador é utilizado quando vamos atualizar a ferramenta para uma nova versão. Mas isso é um processo que está documentado no Apêndice A deste livro. Por agora, vamos nos limitar apenas a instalar o sistema.

Em outra estação de trabalho, na mesma rede, abra o navegador Web - sugiro o Firefox. Digite o endereço do servidor do GLPI, tal como definimos no projeto: http://192.168.0.1/glpi

Ao chamar este endereço pela primeira vez, o sistema detectará que ainda não foi instalado e iniciará o script de instalação.

A primeira página que você receberá é a de seleção de idioma para o instalador. Nesta, selecione "Português do Brasil" ou o que melhor lhe convir e clique no botão "OK".
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.41 - Página inicial do instalador do GLPI

Uma das principais características do GLPI é quanto ao suporte a idiomas. Este é muito extenso, o que possibilita uma grande difusão do aplicativo.

Na próxima página, você é encaminhado para a tela de aceite da licença GPLv2, sob a qual o GLPI é licenciado. Sem o aceite da mesma é impossível prosseguir.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.42 - Termo de aceite da licença GPL v.2

Aceite o termo e clique no botão "Continuar".

Na próxima tela, você será questionado quanto a sua intenção: Instalar ou atualizar o sistema.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.43 - Página inicial do instalador do GLPI

Para a nossa necessidade no momento, escolha a opção "Instalar".

O instalador checará se o ambiente que montamos atende a todos os requisitos para o GLPI funcionar com todas as suas opções. Se você seguiu o livro sem se desviar pelos capítulos, terá uma imagem identificando que tudo está certo no servidor e que pode prosseguir com a instalação sem problema algum.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.44 - Página inicial do instalador do GLPI

Agora, o instalador solicitará que você informe o endereço do servidor de banco de dados, o usuário da base de dados e a senha deste usuário. Como instalamos tudo no mesmo servidor, utilize o endereço de loopback que é o "127.0.0.1". O usuário quando criamos foi "glpi" e sua senha é "123456".
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.45 - Página inicial do instalador do GLPI

Dados inseridos, pressione "Continuar".

O sistema questionará qual a base de dados que será utilizada pelo sistema. Selecione a base de dados glpi que criamos anteriormente e clique em "Continuar".
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.46 - Página inicial do instalador do GLPI

Esta etapa demorará um pouco mais que as outras, pois o sistema criará todas as tabelas no banco de dados e inserirá alguns dados padrões.

Finalizado este processo, o instalador informará que o banco de dados foi inicializado. Clique em "Continuar" para seguir para a próxima etapa.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.47 - Página inicial do instalador do GLPI

Depois disso o sistema informará que as etapas foram concluídas e o sistema está instalado.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.48 - Página inicial do instalador do GLPI

Repare que o sistema criou alguns usuários padrões na instalação. Ele informa a senha de cada um e solicita que você as troque o quanto antes por questões de segurança. Essa é uma prática realmente aconselhável, mas como estamos lidando com um ambiente de estudo, vamos deixar estes com essas senhas para facilitar nossos acessos com estes usuários quando necessário.

Após isso, o sistema já está pronto e você pode logar nele com qualquer um dos usuários que ele criou por padrão.
Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Tabela 5.02- Lista de usuários e senhas padrões do GLPI

Linux: GLPI - Implantação de Central de Serviços
Imagem 5.49 - Página inicial do instalador do GLPI

Cada login criado possui um perfil específico a ele atribuído, o que limita o nível de acesso e privilégio do usuário no sistema.

Para finalizar a instalação como um todo, existe apenas uma única coisa a ser feita: devemos remover o arquivo de instalação. Para fazer isso, entre no servidor novamente como root e digite o comando abaixo:

# rm /var/www/glpi/install/install.php

Agora sim. Meus parabéns! Você acaba de dar o primeiro passo em nosso projeto.

Nota: Caso deseje se aprofundar na utilização do GLPI, não deixe de pesquisar pelo livro em:
Fonte: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/GLPI-Implantacao-de-Central-de-Servicos?pagina=1
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Recuperando a senha de root no Debian

Recuperando a senha de root no Debian

Boa noite. Algumas vezes já encontrei o seguinte problema: vou em um cliente e aí ninguém sabe a senha do root. Para solucionar o problema faça:

1 - Reinicie a máquina;

2 - No Grub aperte letra "e";

3 - Adicione após o comando o parâmetro "silent init=/bin/bash", vai ficar algo do tipo:

Kernel /boot/kernel-2.6.9-34. RO root=label=/ root=label=/ silent init=/bin/bash

4 - Aperte enter;

5 - Aperte "b" (aperte a letra b "to boot do kernel" com esse parâmetro);

6 - Isso iniciará e carregará o Linux. Aí vai aparecer o shell:

Bash##

7 - Digite (para montar o sistema de arquivos raiz em modo escrita):

# mount -o remount rw /

8 - Agora:

# passwd

9 - Digite a nova senha do root e confirme;

10 - Na ordem, digite mais uma vez:

# sync
# shutdown -t now

http://www.vivaolinux.com.br/dica/Recuperando-a-senha-de-root-no-Debian 

Redirecionamento de portas com socat

Redirecionamento de portas com socat

Se deseja testar algum tipo de redirecionamento, recomendo a utilização do socat.

Em distribuições baseadas no Debian/Ubuntu, basta o comando abaixo para sua instalação:

$ sudo apt-get install socat

Ou, a partir do código fonte:

$ cd /tmp
$ wget http://www.dest-unreach.org/socat/download/socat-1.7.2.4.tar.gz
$ tar -zxvf socat-1.7.2.4.tar.gz
$ cd socat-1.7.2.4
$ ./configure
$ make
$ sudo make install

Na prática? Claro, veja um exemplo de redirecionamento de tudo que chegar na porta 2222 do host 192.168.0.12 para o IP 192.168.0.15 na porta 8080:

$ socat TCP-LISTEN:2222,fork TCP:192.168.0.15:8080
Linux: Redirecionamento de portas com socat

Outro exemplo:
Linux: Redirecionamento de portas com socat

Na imagem acima, tenho uma pequena página HTML rodando no IP 192.168.0.15 na porta 8000.

Com o socat, redireciono tudo que chega na porta 2222 do IP 192.168.0.12 para a página HTML que acabei de criar.

Com o comando curl, consigo visualizar o conteúdo da página. E no navegador?
Linux: Redirecionamento de portas com socat

Deseja maiores informações? Veja em: socat
http://www.vivaolinux.com.br/dica/Redirecionamento-de-portas-com-socat

Antivírus com Samba - Servidor de Arquivos

Antivírus com Samba - Servidor de Arquivos

Aprenda a criar um servidor de arquivos livre de vírus, usando ferramentas simples do sistema aberto. Esta dica foi criada em cima da versão 3x do Samba.

Ter um servidor de arquivos para otimizar o trabalho de backup, ou até mesmo armazenar grandes quantidades de informações para consulta, está cada vez mais presente em diversas empresas.

Com isso, o tráfego de vírus nesses tipos de rede tem aumentado consideravelmente em relação aos outros meios de armazenamento em massa, devido à vulnerabilidade que estes arquivos possui. Para proteger esses servidores dos vírus, antigamente, diversos administradores de redes criavam scripts que varriam o servidor em busca de vírus e, se possível, eliminá-los.

Esta técnica nem sempre funcionava. Isso porque como o script roda em determinados períodos, de 10 em 10 minutos, por exemplo, muitas vezes o usuário já está infectado e o antivírus não havia feito a verificação.

Pensando nisso, o site OpenAntiVirus criou um projeto para utilizar um antivírus em conjunto com Samba. Dessa forma, antes do arquivo ser armazenado no servidor, ele verifica se o mesmo está infectado, caso positivo, o arquivo automaticamente é eliminado ou mantido em quarentena, para eventuais consultas.

Veja a seguir, como ativar esse suporte em sua rede.

Instalando o Samba

Para funcionar corretamente o vscan-samba com o Samba, será necessário ativar o suporte a VSF (Virtual File System). Para isso, você pode recompilar novamente o Samba, ou reinstale conforme os passos a seguir.

Para iniciar a instalação do Samba, faça o download do código fonte no seguinte endereço:
* Quando fizemos o tutorial, a versão lastest era a 3x, provavelmente, a mais utilizada ainda.

Com o arquivo no computador, descompacte com o comando:

# tar zxvpf samba-lastest.tar.gz

Em seguida, acesse o diretório com o comando:

# cd samba-3-x.x/source

Já dentro do diretório que está o source do programa, execute os comandos a seguir:

# ./configure --with-vfs --prefix=/usr --sysconfdir=/etc --with-configdir=/etc/samba/
# make proto
# make
# make install
# mkdir /etc/samba

Agora, crie o arquivo de configuração do samba dentro do diretório /etc/samba com o nome desmb.conf e coloque os seguintes parâmetros:

[global]
   workgroup = techno
   netbios name = pcmaster
   security = share
   guest account = nobody
   socket options = TCP_NODELAY
[public]
   comment = Public Stuff
   path = /home/samba
   public = yes
   writable = yes
   printable = no
   write list = @staff
   vfs object = vscan-clamav
   vscan-clamav: config-file = /etc/samba/vscan-clamav.conf

Essas são as principais linhas de comando para o Samba funcionar. Para personalizar de acordo com a sua rede, altere somente as linhas de comando:
  • workgroup :: coloque o nome do grupo que esse computador passará a fazer parte.
  • netbios name :: nome do computador visível no grupo de trabalho.

Note que foi adicionado também um compartilhamento chamado public. Crie o diretório necessário para armazenar os arquivos que os usuários poderão acessar:

# mkdir /home/samba
# chmod 777 /home/samba

Scripts e antivírus

Com o Samba configurado, agora será necessário aplicar os programas necessários para o funcionamento do antivírus. Nesse exemplo, vamos utilizar o ClamAV.

Este antivírus é gratuito e possui suporte para atualizações. Para iniciar a instalação, será preciso dois programas, o antivírus ClamAV e o script responsável por ativar esse recurso no samba, o samba-vscan.

Faça primeiro o download do script no endereço:
Faça download da última versão desenvolvida. Em seguida, descompacte executando:

# tar zxvpf samba-vscan-0.x.tar.gz

Acesse o diretório do programa com o comando:

# cd samba-vscan-xx

Agora, com um editor de texto, abra o arquivo clamav/vscan-clamav.h e localize a linha de comando:

# define VSCAN_CLAMD_SOCKET_NAME "/var/run/clamd"

Altere o final dessa linha para:

/var/run/clamav/clamd.sock

Ainda no diretório da fonte do samba-vscan, instale utilizando os seguintes parâmetros:

# ./configure --prefix=/usr --with-samba-source=samba-3.x.x/source

Altere o caminho samba-3.x.x para o local que está o código fonte que foi utilizado para instalar o Samba. Ao concluir a execução desse comando, compile o arquivo com o comando:

# make clamav

Para finalizar a instalação do samba-vscan, copie os arquivos compilados para seus respectivos diretórios executando:

# cp vscan-clamav.so /usr/lib/vfs
# cp openantivirus/vscan-oav.conf /etc/samba/vscan-clamav.conf

Agora, é necessário instalar o ClamAV. Acesso o site:
E faça download da última versão. Com o arquivo no computador, descompacte com o comando:

# tar -zxvpf clamav-0.x.x.tar.gz
# cd clamav-0.x.x

Para funcionar corretamente, o antivírus utiliza seu usuário exclusivo para proteger ainda mais o sistema. Crie esses usuários executando:

# groupadd clamav
# useradd -g clamav -s /bin/false -c "Clam AntiVirus" clamav

Em seguida, instale com os comando:

# make clean
# ./configure --prefix=/usr --sysconfdir=/etc/clamav --datadir=/etc/clamav --with-dbdir=/etc/clamav
# make
# make check
# make install

Com todos os programas instalados, crie os diretórios necessários para execução do antivírus:

# chown -R clamav:clamav /etc/clamav
# mkdir /var/run/clamav
# chown -R clamav:clamav /var/run/clamav
# mkdir /var/log/clamav
# chown -R clamav:clamav /var/log/clamav

Para manter o antivírus atualizado, ou você pode executar o comando freshclam ou pode utilizar o crontab para agendar a execução do programa.

Para agendar, execute o seguinte comando:

# crontab -e

Em seguida, adicione no final do arquivo a seguinte linha:

0 */4 * * * root /usr/local/bin/freshclam --quiet

Com isso, o programa verificará se há novas atualizações a cada quatro horas. Agora você já pode ativar o Samba com esse novo recurso. Para isso, execute:

# nmbd
# smbd


Qualquer dúvida, estamos à disposição.
Equipe Mundo Open.
http://www.vivaolinux.com.br/dica/Antivirus-com-Samba-Servidor-de-Arquivos